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Velejadores baianos são soltos após um ano e meio em prisão de Cabo Verde

Os velejadores Rodrigo Dantas, 26 anos, Daniel Guerra e Daniel Dantas, ambos de idade não informada, presos por tráfico de drogas em Cabo Verde desde em 2017, foram libertados da Penitenciária de São Vicente. Eles responderão o processo em liberdade.

A decisão é do juiz Antero Tavares que, nesta quinta-feira (7), emitiu a liberação de soltura dos velejadores baianos. O documento, no entanto, não equivale à absolvição de Daniel Guerra, Daniel Dantas e Rodrigo, que estavam a bordo de um barco que transportava drogas.

Em contato com o CORREIO, o tio de Rodrigo, Alex Coelho, afirmou, no entanto, que ainda não sabe quando e se o sobrinho e os amigos poderão retornar ao Brasil.

À reportagem, Alex disse que os familiares dos três velejadores aguardam alguns trâmites judiciais no país africano. Rodrigo e Daniel, que são amigos, são de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Já Daniel Guerra é natural do Rio Grande do Sul.

 

Os brasileiros alegam inocência e garantem que não sabiam que o barco tinha droga escondida. Afirmam ainda que transportavam a embarcação na modalidade de serviço delivery.  Em nota, familiares dos rapazes afirmam que as substâncias ilícitas foram encontradas em “local de impossível acesso por parte dos velejadores”.

Em julho de 2018, quatro parentes de Rodrigo e Daniel Dantas foram detidos pela polícia local. Alex Coelho afirmou que, na época, os familiares estavam indo dar uma entrevista na Ilha de Sal, também em Cabo Verde, no momento em que foram abordados por duas viaturas.

“Todos estavam vestidos com camisas que tinham a bandeira do Brasil e pediam a liberdade dos meninos. Minha irmã foi obrigada a entrar em uma viatura com quatro homens. Só na delegacia, eles conseguiram explicar que não iriam protestar”, informou Alex ao CORREIO, à época.

Um suposto dono das drogas foi preso em junho do ano passado, o que não garantiu a liberdade dos baianos.

Velejadores ficaram 18 meses presos.

Investigações
Quando ocorreu a prisão, há 18 meses, a Justiça cabo-verdiana desconsiderou testemunhas brasileiras e um inquérito feito pela Polícia Federal brasileira, que indicou fragilidades na acusação contra os velejadores. Condenados a 10 anos, eles passaram 18 meses detidos na Penitenciária de São Vicente.

A sentença foi anulada em janeiro deste ano e o processo voltou para a primeira instância da Justiça do país, sob a responsabilidade do juiz Antero Tavares, e o mesmo que os condenou a dez anos de prisão.

Em decisão favorável à soltura, nesta quinta-feira, no entanto, Tavaes determinou liberação, considerando o Código de Processo Penal do país, segundo os apontamentos feitos pelos advogados das partes.

Não há ainda, de acordo com Alex Coelho, um indicativo de data para um novo júri.

 

Fonte: Correro24h

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