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Segurança diz que não apertou vítima pelo pescoço e alega ameaça

Segundo ele, rapaz repetia sem parar “Vou matar, vou matar”

O segurança Davi Ricardo Moreira, suspeito de matar um homem após uma “gravata” dentro de um mercado no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (14), disse que foi ameaçado e que não apertou Pedro Henrique Gonzaga, 25 anos, pelo pescoço. Segundo o segurança, o rapaz falava seguidamente: “Vou matar! Vou matar!”.

No depoimento, Davi diz que imobilizou Pedro Henrique apenas com o peso do corpo por cima do da vítima.

“O rapaz simulou um ataque epiléptico, o Davi se aproximou para prestar os primeiros socorros e teve a arma retirada do corpo. Ele chegou a apontar a arma para os presentes no mercado e, neste momento, um segundo segurança conseguiu intervir. Neste momento, o Davi e o jovem entraram em luta corporal e o segurança cai por cima dele, o deixando imobilizado até a chegada de reforços”, disse ao Uol o advogado André França Barreto, que defende o segurança.

O defensor afirma que o segurança acompanhou a vítima até o hospital, foi para a delegacia prestar esclarecimento e só foi solto após pagar R$ 10 mil de fiança.

Apesar da versão do suspeito, as imagens que circulam nas redes sociais mostram apenas o segurança imobilizando o jovem com uma “gravata”, com o segurança sobre ele. Mesmo com pedidos para que solte o rapaz, o vigilante não o faz.

O segurança afirmou ainda que antes de ser detida a vítima se jogou no chão, se debatendo, parecendo que estava passando mal. Ele contou que se abaixou na intenção de prestar os primeiros socorros, mas que ao ajudá-lo a ficar de lado notou que “ele estava simulando” e não tinha problemas.

As imagens gravadas no local mostram Pedro Henrique já desacordado, com o segurança o imobilizando. Há gritos. “Tá sufocando ele. Ele tá com a mão roxa. Ele tá desacordado”, diziam testemunhas. Outro vigilante chega a tentar impedir a gravação do vídeo, dizendo que não é autorizado filmar e perguntando porque a pessoa não liga para pedir socorro. Bombeiros foram acionados e tentaram reanimar o rapaz ainda no mercado. Depois, ele foi levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, onde morreu após uma parada cardíaca.

O segurança foi preso em flagrante, mas deixou a delegacia na madrugada desta sexta (15), após pagar fiança. Ele foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O advogado da Group Protection, empresa que faz vigilância do mercado Extra, afirmou que o jovem tentou roubar a arma do segurança. Disse ainda que os seguranças do local acharam que, ao desacordar, Pedro Henrique estaria simulando um desmaio.

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