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Jovem assassinada em Lauro de Freitas na frente do filho, sofreu violência sexual

Mãe de um menino de dois anos, Michele da Hora de Melo, 23, foi assassinada, de acordo com relatos de parentes, após sofrer violência sexual do namorado, um adolescente de 17 anos, na tarde desta última terça-feira (7). O crime aconteceu no quarto da casa onde ela morava com o rapaz e a criança, uma pequena construção de apenas dois vãos, localizada na Travessa Dois de Julho, no bairro de Areia Branca, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador (RMS).

(Quarto onde corpo da vítima foi encontrado)

O corpo da vítima foi encontrado, segundo parentes, com sinais de enforcamento, abuso sexual e cortes feitos por uma arma branca. Segundo a polícia, o suspeito, que é procurado, teria usado uma corda para enforcar Michele e utilizado uma faca (tipo peixeira) para fazer as perfurações na cabeça e na altura do peito.

Os policiais também acreditam que a jovem tenha sofrido abuso sexual, tudo isso na frente da criança. Após parentes chegarem na casa, o garoto, assustado, teria dito aos algumas palavras. “Ele matou a minha mãe. Ele matou a minha mãe”, lembra a dona de casa Rosileide da Hora de Melo, 25, irmã da vítima.

Os três dividiam o mesmo imóvel e o crime aconteceu em um cômodo usado como quarto pela mãe, o filho e o namorado.

O suspeito de tirar a vida da jovem, ainda de acordo com a família de Michele, é natural de Serrinha, no Centro-Norte do estado. O rapaz completa 18 anos em dezembro deste ano. Embora estivesse junto, dividindo a mesma casa com Michele, a família dela sabia muito pouco sobre o suspeito.

A irmã lembra que Michele foi encontrada com a bermuda abaixo da cintura e sem calcinha. Ela também estava com o sutiã na altura das axilas e com os seios à mostra – evidências que levam a família a crer que a jovem teria mesmo sido estuprada.

Mesmo atordoada, Rosileide diz conseguir lembrar de ter visto o cunhado correndo de bermuda e sem cueca.

A hipótese da jovem ter sido violentada antes ou depois da sua morte não foi descartada pela delegada Elaine Laranjeira, titular da 27ª Delegacia (Itinga), que investiga o caso.

De acordo com ela, a investigação teve acesso às fotos tiradas pela Polícia Técnica através das quais a versão da família pode ser comprovada. No entanto, é preciso ter a conclusão do laudo pericial, num prazo de 30 dias, para comprovar o abuso.

Ainda de acordo com a delegada, neste momento, com base em depoimentos colhidos com o pai e uma das irmãs da vítima, o que pode afirmar é que o suspeito foi visto, minutos antes do corpo ser encontrado, lavando uma faca – provavelmente a utilizada no crime – em uma pia que fica em frente à casa.

A arma branca, segundo a irmã, é do tipo peixeira. O material foi levado do local do crime por peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) ainda na tarde desta terça, quando o corpo de Michele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR), em Salvador.

O corpo de Michele será sepultado às 11h desta quinta (9), no Cemitério de Portão, em Lauro de Freitas.

Fonte: Correio

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