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Dique do Tororó recebeu 18ª da Parada LGBT+

Pela primeira vez no Dique do Tororó, a 18ª Parada LGBT+ da Bahia está homenageando os 40 anos dos Grupo Gay da Bahia (GGB), além dos 50 anos do levante de Stonewall, nos Estados Unidos, que deu origem ao Dia do Orgulho LGBT.

Entre as atrações da Parada estiveram Flor Serena, Xote de Anjo, Fred Menendes, banda Marana e a cantora Claudia Costa, além do grupo Diadorim, que desenvolve projetos para a comunidade LGBT+ dentro da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e marca presença todos os anos.

Os minitrios movimentaram o local e Drag queens com shows performáticos animaram os participantes. Além disso, alguns serviços foram oferecidos, como testes rápidos de HIV e sífilis, com resultados que ficam prontos em até 30 minutos, realizados pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).

A Drag queen Tyna Vhermont que esteve presente na Parada e já fez o seu show interpretando uma música da cantora Whitney Houston, contou a importância do evento.

“Tô aqui hoje abrindo a Parada, sobretudo por um convite de uma grande amiga e transformista, e segundo pela importância da gente comparecer, mesmo não sendo nos moldes que agente queria, sendo em outro local. Mas estamos aqui e é o que interessa, lutar, resistir mostrar pra essas pessoas que nós resistimos ainda, independente do esteja acontecendo”, conta a Drag.

“É importante para mostrar o meu trabalho e de tantas outras meninas que estão aí lutando por um cachê digno. Nossa profissão ainda não é regulamentada, enquanto artistas transformistas ou Drag Queens, mas estamos lutando”, acrescenta ela.

Ex-frequentador de um templo evangélico, Jailton Santoiz contou a respeito de como se sentiu após perceber que sua orientação sexual não era bem aceita no meio religioso. Atualmente, ele ingressou em uma igreja voltada ao público LGBT, local onde garante que reafirmou ainda mais seu laço com Deus.

“Eu fiz parte de uma igreja tradicional durante 10 anos, vivi em um ministério de louvor e em um momento da minha vida eu precisei sair porque minha homossexualidade não era bem-vinda. De certo modo, existiu ali um preconceito a ideia de que havia um problema em estar ocupando um espaço na igreja sendo um pouco afeminado. Por isso acabei me constrangendo e me afastando. Agora, eu posso retomar, depois de 10 anos, minha vida espiritual. Estou vivendo uma experiência com Deus muito mais forte do que antes, porque eu estou podendo ser quem eu sou. Jesus não excluiu a prostituta e nem o ladrão, muito menos o homossexual, que não tem nada a ver com isso”, contou

Jailton ainda comentou sobre algumas mudanças que foram realizadas no formato da parada, de modo que criasse um ambiente de ainda mais resistência. “Esse ano a gente está tendo um formato diferente. Estamos tentando amenizar a questão da sexualidade, para que possamos ver a parada como um movimento de resistência sério, e não como algo para as pessoas fazerem sexo no meio de todo mundo. É um movimento para falar de uma causa de extrema importância”, completou.

Com três gerações presentes, Karine Santana disse o motivo que a fez querer participar do evento e trazer, seu filho de apenas 6 anos e sua mãe de 72. “A gente veio porque é muito importante poder celebrar a liberdade de ser, viver, existir e de amar sobretudo. Acredito que precisamos apoiar todos os movimentos que sejam em pró do amor e da liberdade”, relatou.

A mãe de Karine, Ana Amélia, também se mostrou bastante apoiadora da causa. “Eu acho que isso é uma questão de liberdade, a gente deve respeitar. Quando Cristo veio ao mundo, ele não fez essa distinção, por que nós vamos fazer? Ser livre é isso, botar para fora o que essas pessoas estão sentindo e estou aqui para apoiar”.

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