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Lojistas iniciam os preparativos para as vendas de fim de ano

 

Desde o começo de outubro que burburinhos e jingle bells começaram a anunciar que já era hora de os lojistas se prepararem para as festas de fim de ano. Um Natal que começa cada vez mais cedo, essa é a realidade de muitos negócios – principalmente os de vestuário, calçados e acessórios –, que historicamente têm nesta época o seu pico de vendas do ano. Na Bahia, as estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) preveem um faturamento de R$ 1,7 bilhão neste Natal.

“A inflação baixa, juros básicos no piso histórico, prazos mais amplos para a quitação de financiamentos por parte das famílias e, principalmente, a liberação de recursos extraordinários para o consumo, como os saques no FGTS e no PIS, contribuirão para a retomada parcial do nível de atividade do setor até dezembro de 2019”, explica Fábio Bentes, economista da CNC. Do ponto de vista da reativação do consumo, ele completa, as datas comemorativas do segundo semestre vão favorecer as vendas.

Um grande exemplo disso é a Camicado, loja especializada em artigos para casa que já colocou os produtos de Natal nas prateleiras e vitrines logo que eles chegaram. “Com essa economia, é preciso planejar quando e como atrair os clientes. Começamos no meio de outubro, colocando quase tudo de novo que temos para o Natal desde bem cedo. Dessa forma, quem passa pela vitrine sente o impacto e percebe que o Natal já está aí”, explica Caroline Nascimento, supervisora da Camicado do Salvador Shopping.

Ela conta que o Natal é como um segundo Dia das Mães para a loja, sendo esses os períodos de maior faturamento. Ainda que o Noel tenha certa vantagem no quesito vendas em comparação com as mães. Esse ano a loja está apostando na decoração dourada e vermelha e, tentando repetir o sucesso de 2018, a loja volta com o ‘Natal Tropicool’, com vários itens onde o Papai Noel deixa a típica roupa vermelha de lado e veste roupas mais praianas, combinando em estilo e cor com o clima mais quente do Brasil no final de ano.

“Ano passado o faturamento anual das lojas Camicado (em todo o país) girou em torno dos R$ 650 milhões. Com os números que já alcançamos até este mês, em 2019 vamos superar e muito esse valor. Na verdade, nossa preocupação no momento aqui Salvador é que o estoque natalino acabe antes que o Natal chegue de verdade”, conta. Esse crescimento do faturamento da Camicado pode coincidir com as estimativas da CNC, que está prevendo um aumento de 4,8% no faturamento do Brasil no Natal este ano.

Criar estratégias

Montar uma estratégia para campanhas dedicadas a datas comemorativas mais amplas, como o Natal, é possível para qualquer tipo de negócio, afirma Rogério Cerqueira, gerente regional do Sebrae Bahia. “Desde um salão de beleza até um lava-jato de carros. Com a campanha certa, você pode mostrar ao seu cliente que você está oferecendo o presente que ele está procurando dar para a pessoa que ama. Então por que não dar de presente uma superlimpeza de carro, com tudo que tem direito?”.

Rogério explica que o empreendedor precisa “deixar o cliente na porta do gol, não permitindo que ele pense muito e que perceba que o seu serviço é o ideal, tem um bom preço e otimiza o tempo gasto na procura”. Para isso é preciso ficar atento ao seu público, quanto ele está disposto a gastar e saber associar bem os seus serviços ao período festivo em questão.

A empresária Najara Souza acredita que o Natal deste ano será de lembranças e presentes simbólicos, com preços mais acessíveis. Por isso ela está investindo nos outros produtos de sua marca de roupas, a N’Black (@nblack_21), que está há 14 anos no mercado soteropolitano e que procura ir além do vestir, trabalhando empoderamento, representatividade, pertencimento e, principalmente, a autoestima de jovens afrodescendentes. Além do público plus size.

“Vamos oferecer produtos como acessórios, canecas, almofadas, pochetes e bolsas, que nós já estávamos vendendo há um tempo. Isso agrega valor à marca ao mesmo tempo que faz com que o cliente não deixe de comprar, mesmo que seja algo mais barato”, explica. Além de também investir em peças para o público infantil neste final de ano, Najara vai viajar a São Paulo nas próximas semanas atrás de outros itens que possam agradar aos clientes e enriquecer seu estoque.

Ela conta que sua busca será focada principalmente nos acessórios, que a marca ainda não produz. “Ano passado estávamos sem espaço físico próprio e as peças eram vendidas em espaços colaborativos, o que impedia que o leque de opções fosse extenso. Agora com a N’Black em um showroom, acredito que o lucro deste ano deva ser de 20% a 30% a mais que 2018”.

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